O Ricardinho é já conhecido por todos os portugueses. Leia a entrevista com a Men's Health!
O êxito é uma questão de paciência?
O sucesso é sempre uma questão de confiança e de acreditar que com trabalho tudo é pos- sível. Na Europa, no caso do futsal, as equipas espanholas são sempre muito fortes e estão cada vez mais repletas de estrelas das melhores seleções mundiais. Desta forma, só traba- lhando bem e acreditando é que conseguimos destacar-nos e fazer a diferença.
Dizem que o difícil não é atingir o topo, mas sim manter-se lá. Qual é o seu segredo?
Trabalhar todos os dias mais e melhor. Para ser reconhecido como o melhor de sempre, ou como um dos melhores de sempre, tenho de continuar a trabalhar muito e tentar apren- der cada vez mais com todas as equipas e países por onde passo, para poder manter-me
“lá em cima”.
Arrepende-se quando muda de clube?
A minha ida para a Rússia não foi improvisada e fui forçado a tomar essa decisão face à tragédia que aconteceu no Japão (terramoto
e tsunami), senão ainda hoje lá estaria a jogar futsal. Mas acabou por ser positivo, pois sinto que evoluí noutros aspetos.
Nos jogos grandes, onde procura motivação?
A motivação vem do próprio desafio e do que representa o jogo, não só para mim como para o clube e adeptos. Melhor estímulo que este é im- possível. Normalmente, no dia anterior, quando estou em estágio, prefiro falar com amigos, ler o menos possível sobre o jogo e tento imaginar a equipa no final do jogo a festejar...
É um dos atletas mais baixos, mas continua a ser uma referência no futsal. Como se transforma uma "limitação" numa grande "arma"?
Tento sempre ver o lado bom das coisas, pois só assim podemos ser mais positivos e acreditar que será possível. Sendo pequeno, aproveito o meu baixo centro de gravidade para ter a bola mais perto do pé, mover-me mais rápido, reagir mais depressa e isto ajuda-me a ser ainda melhor. Além disso, sempre acreditei que ser pequeno no futsal pudesse ser uma vantagem.
Como conseguiu despertar a admiração geral, sem sombra de inveja nem clubismo?
Fazendo o que melhor sei, jogar, driblar e, acima de tudo, dar espetáculo e ajudar a equipa a ganhar. Felizmente que tive sempre a sorte de estar acompanhado por grandes craques da modalidade. Ainda hoje ter fãs de outras equipas é um motivo de orgulho.
De que forma o futsal o ajudou a aprender mais sobre si próprio?
Tive a oportunidade de aprender muito sobre tudo um pouco, acima de tudo com todos os atletas e companheiros que fui conhecendo
ao longo dos anos. Sinto que aprendi a ser uma pessoa melhor, a lidar com a pressão de jogar num clube como o que represento, saber que agora as pessoas olham para mim como um exemplo e a ajudar o próximo, porque, acima de tudo, nunca devemos esquecer as nossas origens, mesmo que possamos ter adquirido novos estilos de vida.
Qual é o seu segredo para se desligar e relaxar?
Sem dúvida alguma que é chegar a casa e estar muito tempo com minha esposa, que neste momento está gravida. Além disso, também não dispensamos a nossa companhia e alegria que é o nosso cãozinho (Diego) que tem uma energia contagiante. Mas como há tempo para tudo, também não posso ignorar o convívio com os amigos, que me ajudam a abstrair do stress de um dia de trabalho.
Costuma ler a Men's Health?
Costumo e até retiro vários exercícios para o meu dia a dia. E tenho tido resultados muito bons, por isso tenho uma excelente opinião
acerca da MH.



















































